IA é vista como positiva por 57%, mas fraude preocupa

Com o avanço da digitalização e a crescente adoção da Inteligência Artificial (IA), surgem tanto otimismo quanto preocupações em relação ao impacto dessa tecnologia na vida dos brasileiros. De acordo com o estudo Consumer Pulse, conduzido pela TransUnion, a maioria dos brasileiros (57%) enxerga a IA de forma positiva, acreditando que ela terá um impacto duradouro e benéfico nos próximos 12 meses. No entanto, esse otimismo vem acompanhado de preocupações sérias, principalmente no que diz respeito à fraude digital.

A aceitação da IA e o potencial de transformação

O estudo revela que 57% dos brasileiros acreditam que a Inteligência Artificial terá impacto positivo em suas vidas. Esse número é ainda maior entre indivíduos de alta renda (65%) e Millennials (59%). A IA é vista como uma força transformadora, com o potencial de melhorar a produtividade no trabalho (35%) e até mesmo de fortalecer a proteção contra fraudes (27%). Além disso, 21% dos entrevistados acreditam que a IA pode ajudar a aumentar a prosperidade financeira.

Esses dados refletem a expectativa de ganhos com a automação de tarefas, agilidade nas operações e facilidade de uso em diversas plataformas. Porém, apesar dessa expectativa positiva, o estudo também revela preocupações que não podem ser ignoradas.

O lado sombrio da IA: preocupações com fraudes e segurança digital

Uma grande preocupação dos consumidores é o aumento das tentativas de fraude associadas ao uso da IA. Segundo o estudo, 34% dos brasileiros temem que a IA possa aumentar as tentativas de fraudes, sendo que outras preocupações, como questões de privacidade (36%) e usos antiéticos da tecnologia (33%), também aparecem como desafios.

Esses receios se traduzem em preocupações mais amplas sobre a segurança digital, especialmente após uma explosão de incidentes de fraude online no Brasil. No quarto trimestre de 2025, 32% dos entrevistados relataram ter sido alvo de tentativas de fraude online (por e-mail, telefone ou mensagem de texto), e 7% afirmaram ter sido vítimas de fraude efetiva. Os tipos mais comuns de fraude incluem:

  • Golpes via PIX (31%)
  • Vishing (fraude por telefone, 30%)
  • Smishing (fraude por SMS, 27%)

Esses números evidenciam a fragilidade da segurança digital no Brasil e o aumento da preocupação com fraudes e vazamento de dados. Em um cenário onde a IA pode ser usada para tanto automação de serviços quanto aprimoramento de fraudes, a confiança do consumidor no sistema digital é colocada à prova.

Preocupações com a privacidade e o impacto no comportamento digital

A questão da privacidade surge como um dos maiores desafios para o uso da IA, com 86% dos consumidores demonstrando preocupação em compartilhar informações pessoais online. Isso se reflete nas ações concretas dos brasileiros:

  • 23% disseram que abandonariam um aplicativo financeiro caso fosse solicitado seu número de telefone.
  • 22% abandonariam se dados demográficos fossem requeridos.
  • 21% desistiriam se o aplicativo pedisse informações sobre sua renda.

Essas reações demonstram uma sensibilidade crescente à privacidade, o que impacta diretamente o comportamento digital dos consumidores. Em uma era onde as plataformas digitais buscam coletar e analisar dados pessoais, a confiança do público na proteção de suas informações é um fator crucial para a adoção bem-sucedida da IA.

O futuro da IA e da segurança digital no Brasil

Embora o Brasil esteja avançando na adoção da IA, a necessidade de fortalecer as estratégias de segurança digital é urgente. Para que a inteligência artificial se torne uma ferramenta de confiança, regulamentações mais rígidas sobre privacidade de dados, transparência nos algoritmos e segurança cibernética são necessárias. O aumento da digitalização e da inteligência artificial não deve vir à custa da segurança e da proteção das informações pessoais dos consumidores.

As empresas e seguradoras também têm um papel fundamental em educar os consumidores sobre os riscos associados ao uso da IA e oferecer soluções mais seguras e transparentes. Sistemas antifraude inteligentes, baseados em IA, podem ser uma excelente forma de proteger o consumidor, desde que implementados de forma ética e responsável.

Conclusão: A balança entre inovação e proteção

O crescimento do uso da IA no Brasil traz consigo grandes oportunidades, mas também uma série de desafios de segurança e privacidade. A confiança do consumidor em tecnologias de IA depende de avançadas medidas de proteção contra fraudes digitais e da clareza na gestão de dados pessoais. Enquanto a IA pode ser uma aliada na prevenção de fraudes, é fundamental que os consumidores sejam informados e educados sobre como suas informações são usadas, e que as empresas assegurem um ambiente digital seguros e transparentes.

Essa é a chave para que a IA se torne uma ferramenta realmente transformadora e confiável no Brasil, em uma época onde o digital e o físico se encontram cada vez mais integrados.

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